Os dados são consistentes com a terceira possibilidade, isto é, tanto a aceitação da alteração climática quanto o acordo de que ela é causada pelo homem aumentaram em taxas semelhantes entre todas as faixas etárias de 2009 a 2018.
No entanto, as faixas mais jovens começaram num nível mais alto de crença climática no início desse período.
“A lacuna geracional relativamente às alterações climáticas está presente nos níveis básicos de convicção sobre alterações climáticas, mas a taxa de aumento ao nível de convicções sobre as alterações climáticas não difere entre os grupos etários”, segundo os investigadores.
Não houve diferença de convicções climáticas por distinção de género, ao contrário de outros estudos que encontraram maior preocupação com questões climáticas e ambientais entre as mulheres. “As nossas descobertas fornecem uma qualificação mais subtil e necessária da chamada lacuna geracional da alterações climáticas”, refere o estudo publicado na Nature Communications. Estas descobertas são de facto boas notícias porque sugerem que as convicções sobre as alterações climáticas não são definitivas e que a cobertura média e a preocupação com as alterações climáticas, nos últimos anos, estão presentes em todas as faixas etárias. Além disso, a ação climática exigirá esforços conjuntos de todas as gerações e estes resultados sugerem que isso é possível! Nós dizemos mais… é absolutamente vital que assim seja. Concorda?“Quer as pessoas mais jovens quer as mais velhas estão a desenvolver as suas convicções sobre as alterações climáticas a uma taxa próxima.”
“O aumento nas emissões pode ser compensado pela melhoria na eficiência de produção, eficiência energética, mix de energia, etc.”As descobertas lançam um alívio acentuado na desigualdade de carbono – a diferença entre as pegadas de carbono dos que vivem em países ricos em comparação com países com baixos rendimentos. “As emissões de 1% dos maiores consumidores ricos correspondem a cerca de 15% das emissões globais. Dez por cento dos maiores consumidores contribuem para cerca de metade das emissões globais.” Enquanto isso, mais de um sétimo da população global, em 2014, vivia diariamente com 1,90$US, contribuindo com cerca de 2% das emissões globais de carbono. Cerca de um quarto da população coberta pelo estudo vivia abaixo das linhas nacionais de pobreza. Tais populações contribuíram com cerca de 6% das emissões globais de carbono. A desigualdade de carbono “é visível à escala internacional, mas também ao nível nacional”, acrescenta Bruckner. “Nos EUA, o consumo de um cidadão dos 10% mais ricos emite cerca de 25 vezes mais CO2 que o de um cidadão dos 10% mais pobres.” Cruzar a linha da pobreza tem um impacto maior nas emissões num país rico do que num pobre, por isso é especialmente importante que os esforços de mitigação das alterações climáticas andem de mãos dadas com o erradicar da pobreza nos países ricos. As emissões de carbono não são o único problema. “Resolver um problema (como as alterações climáticas) pode criar problemas noutras áreas, como requisitos de terra e água para biomassa, energia ou mineração de cobalto e outros minerais e insumos* para tecnologias renováveis”, diz Hubacek. Os investigadores a desenvolver estudos sobre potenciais efeitos de extravasamento.
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