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	<title>Arquivo de Ação e Justiça climática - Ecossustentável Magazine</title>
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	<description>Revista de estilos de vida ecossustentáveis e inteligentes</description>
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		<title>10 passos rumo à sustentabilidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[MGonzaga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Apr 2022 08:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ação e Justiça climática]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ser sustentável e ecológico, além de ser a frase da moda, deve ser um comportamento a adotar por todos e a ensinar aos mais novos. Mas será que todos podemos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ser sustentável e ecológico, além de ser a frase da moda, deve ser um comportamento a adotar por todos e a ensinar aos mais novos.</p>
<p>Mas será que todos podemos e conseguimos fazer isto?</p>
<p>É preciso comprar menos, aproveitar ao máximo o que já se tem e tentar reaproveitar coisas que, de outra forma, se deitariam fora. Leve almoço para o trabalho, para a escola, etc., evitando comprar alimentos previamente embalados ou com embalagem descartável.</p>
<p>Porque nem sempre é fácil saber por onde começar, deixamos-lhe <strong>10</strong> propostas para o ajudar a mudar o seu comportamento.</p>
<h3><strong>1. Compre menos laticínios</strong></h3>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-4585 alignleft" src="https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/04/agropecuaria_intensiva_01-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" srcset="https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/04/agropecuaria_intensiva_01-300x199.jpg 300w, https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/04/agropecuaria_intensiva_01-1024x679.jpg 1024w, https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/04/agropecuaria_intensiva_01-768x509.jpg 768w, https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/04/agropecuaria_intensiva_01-1536x1018.jpg 1536w, https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/04/agropecuaria_intensiva_01-2048x1357.jpg 2048w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>A produção de produtos lácteos para o consumo humano na sociedade atual resulta da exploração agropecuária intensiva cuja emissão de gases com efeito de estufa é significativa. Ao diminuirmos o consumo destes produtos estamos, indiretamente, a reduzir a emissão daqueles gases.</p>
<p>Se não é fácil retirar estes alimentos da nossa dieta – não podemos negar a facilidade de transportar um iogurte ou um pacote de leite achocolatado para beber durante o recreio na escola –, também não podemos abandonar a tradição nacional de produção queijeira, da serra da Estrela aos Açores, sem esquecer o Alentejo e a região saloia. O que podemos começar por fazer, no sentido da mudança de comportamentos, pode passar por reduzir o consumo diário destes alimentos.</p>
<h3><strong>2. Prefira alimentos de produção local</strong></h3>
<p>É fácil dizer, mas menos conseguir fazê-lo, principalmente a quem vive nas grandes cidades, longe das zonas produtoras e fornecidas essencialmente por grandes empresas grossistas de distribuição de alimentos, como as cadeias de supermercados.</p>
<p>Alternativamente, optar por apoiar o comércio local pode ser um começo. Na maioria dos casos, a pegada de carbono dos produtos vendidos nestes espaços é significativamente menor e o comércio local tende a usar menos plástico do que as grandes superfícies. Além disso, se dá importância à origem de seus alimentos, é muito mais fácil saber junto das empresas locais onde pequenos produtores que façam venda direta.</p>
<p>Não tenha medo de fazer perguntas e pesquisar.</p>
<h3><strong>3. Opte por produtos com menores pegadas de carbono</strong></h3>
<p>A pegada de carbono é definida como o total de emissões necessárias para produzir determinados bens e serviços. Nesta definição incluem-se também as emissões diretas, como as que resultam da combustão de combustíveis fósseis na fabricação, aquecimento e transporte.</p>
<p>Uma das formas de diminuir esta pegada é comprar alimentos nacionais, evitando os importados e normalmente transportados de avião (uma grande fonte de emissões de gases com efeito de estufa), e a granel rejeitando os embalados. Há cada vez mais lojas onde é possível comprar a granel cereais e leguminosas, que se podem transportar em embalagens que se levam de casa.</p>
<p>Quanto aos produtos exóticos, oriundos de paragens distantes, evite consumi-los diariamente e faça-o apenas em datas especiais.</p>
<h3><strong>4. Evitar o desperdício de alimentos</strong></h3>
<p>O desperdício de alimentos não deve ser evitado apenas porque há ainda populações no mundo com graves carências alimentares, mas porque ao deitar fora alimentos se está a desperdiçar toda a energia e as matérias-primas usadas na sua produção.</p>
<p>Se sobrou carne do assado de domingo, guarde os restos e faça um empadão um dia destes. Cozinhou para 10 pessoas e só jantaram 4: congele o que sobrou e terá o trabalho facilitado durante a semana.</p>
<h3><strong>5. Produza menos lixo e deite menos fora</strong></h3>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-4581 alignright" src="https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/04/guardanapo_pano__01-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" srcset="https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/04/guardanapo_pano__01-300x200.jpg 300w, https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/04/guardanapo_pano__01-1024x683.jpg 1024w, https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/04/guardanapo_pano__01-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>Fazer menos lixo é fácil se substituir os itens descartáveis por outros duradouros. Evite os guardanapos de papel e substitua-os pelos de pano que tem guardados e nunca usa. Deixe de recorrer a papel de cozinha substituindo-os pelos tradicionais panos de cozinha, pois são laváveis e pode usá-los vezes sem conta. À refeição não se esqueça de preferir copos e garrafas vidro em vez dos de plástico. A sua mesa até vai ficar mais elegante.</p>
<h3><strong>6. Recicle e reutilize, promovendo o uso de roupa em segunda mão</strong></h3>
<p>As lojas de roupa em segunda mão estão hoje por toda a parte, mas se não gosta de usar roupa que outras pessoas vestiram não se preocupe. Procure no seu armário aquelas peças que já não se usam ou que deixaram de lhe servir quando fez dieta e converta-as em novas peças.</p>
<p>Se tem miúdos pode usar a roupa dos mais velhos ou trocá-la com algum familiar.</p>
<h3><strong>7. Evite secar a roupa na máquina</strong></h3>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-4582 alignleft" src="https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/04/secar_estendar_01-300x201.jpg" alt="" width="300" height="201" srcset="https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/04/secar_estendar_01-300x201.jpg 300w, https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/04/secar_estendar_01-1024x685.jpg 1024w, https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/04/secar_estendar_01-768x514.jpg 768w, https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/04/secar_estendar_01-1536x1027.jpg 1536w, https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/04/secar_estendar_01.jpg 1920w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>Quem tem miúdos tem o drama da roupa que no inverno pode ser especialmente trabalhoso. As lojas com máquinas de lavar e secar automáticas são uma grande tentação quando a roupa se acumula e não há sol para a secar, mas esse tempo já lá vai. Com a primavera em pleno e o sol a brilhar no céu, use o estendal e dê descanso à máquina de secar, vai ver a diferença na conta da eletricidade.</p>
<h3>8. Isole a sua casa e diminua o consumo energético</h3>
<p>A maioria das casas em Portugal são quentes no verão e frias no inverno e grande parte do consumo de eletricidade tem a ver com o aquecimento.</p>
<p>Isolar a casa começa por vedar portas e janelas e não por construir com materiais reciclados. Recorrendo a rolos feitos em casa ou a materiais à venda em lojas da especialidade, como fitas isoladoras e rolos vedantes para poderá impedir a entrada do ar frio.</p>
<p>No verão o cuidado já não é para evitar o frio, mas para impedir que o calor lhe invada a casa e o faça ligar o ar condicionado. Para isso, durante o dia e nas horas de maior calor, mantenha os estores corridos e a casa escura, abrindo só quando cair o dia e a temperatura baixar.</p>
<p>Os frigoríficos e as arcas também devem ser inspecionados regularmente. As borrachas em bom estado evitam desperdícios de energia, em geral. No verão evite abrir desnecessariamente o frigorífico e certifique-se de que o equipamento está numa zona protegida do sol, o que o obrigará a gastar mais energia para manter a mesma temperatura de conservação.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-4591" src="https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/04/aparelhos-ligados__01.jpg" alt="" width="1" height="1" />Por último, certifique-se igualmente de desligar a fonte de alimentação de aparelhos controlados por controlo remoto, como televisões, leitores de DVD, etc., não deixe acesa a iluminação das divisões onde não está e, sempre que possível, use lâmpadas de baixo consumo.</p>
<h3>9. Caminhe e ande de bicicleta em pequenas distâncias</h3>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-4579 alignright" src="https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/04/bicycle_city_01-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" srcset="https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/04/bicycle_city_01-300x200.jpg 300w, https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/04/bicycle_city_01-1024x683.jpg 1024w, https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/04/bicycle_city_01-768x512.jpg 768w, https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/04/bicycle_city_01-1536x1024.jpg 1536w, https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/04/bicycle_city_01.jpg 1920w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>Felizmente, ser frugal e amigo do ambiente muitas vezes andam juntos, especialmente no que diz respeito a viagens. Se para se deslocar tiver de caminhar meia hora, não hesite, vá a pé! Economiza algum dinheiro, pratica exercício e mantém-se ativo fazendo a sua parte pelo meio ambiente.</p>
<p>Muitas cidades já têm redes de partilha e de aluguer de bicicletas e trotinetas</p>
<p>Andar de bicicleta também é uma ótima maneira de se deslocar, especialmente quando a maioria das cidades já tem pistas para ciclistas.</p>
<h3>10. Use os transportes públicos ou evite andar sozinho de carro</h3>
<figure id="attachment_4580" aria-describedby="caption-attachment-4580" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-4580" src="https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/04/comboio_colonia_01-300x164.jpg" alt="" width="300" height="164" srcset="https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/04/comboio_colonia_01-300x164.jpg 300w, https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/04/comboio_colonia_01-1024x561.jpg 1024w, https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/04/comboio_colonia_01-768x420.jpg 768w, https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/04/comboio_colonia_01-1536x841.jpg 1536w, https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/04/comboio_colonia_01.jpg 1920w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-4580" class="wp-caption-text">Unsplash</figcaption></figure>
<p>Nas ocasiões em que tiver mesmo de recorrer ao automóvel, aposte na partilha. Dividir despesas com mais um passageiro é o bastante para economizar em combustível e salvar os recursos do planeta.</p>
<p>Se quiser aumentar o desafio, aos fins de semana, feriados e férias escolha locais acessíveis por autocarro ou comboio e evite usar o avião&#8230;</p>
<p>Com o aquecimento global a acontecer muito mais depressa do que esperado, implementar algumas destas sugestões pode  fazer a diferença. Mesmo que seja apenas uma seleção das coisas que se encaixam melhor no seu estilo de vida!</p>
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		<title>Vida selvagem e energias renováveis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[EcosS]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Apr 2022 10:11:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ação e Justiça climática]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um futuro com baixos níveis de carbono implica muitos painéis solares e muitas turbinas eólicas. O que levanta a questão: onde os vamos pôr? Com a população humana em curva [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um futuro com baixos níveis de carbono implica muitos painéis solares e muitas turbinas eólicas. O que levanta a questão: onde os vamos pôr?</p>
<p>Com a população humana em curva ascendente a ocupar grande parte dos espaços naturais, a procura de habitação, de alimentação e outros bens, acrescida do esforço para deixar os combustíveis fósseis substituindo-os por eletricidade renovável são um conjunto de fatores preocupantes. A estes acresce o facto de os parques de painéis solares e de turbinas eólicas poderem ocupar importantes habitats de vida selvagem, ainda que os ambientalistas tentem aumentar as reservas naturais.</p>
<p>Novos estudos sugerem que, em grande parte do mundo, as pessoas não vão ter de escolher entre a vida selvagem e a energia limpa, pelo menos nas próximas décadas.</p>
<p><strong>“Se formos cuidadosos, deve ser possível aumentar as instalações eólicas e solares, globalmente, sem prejudicar os esforços para conservar a biodiversidade”</strong>, afirmou <a href="https://www.southampton.ac.uk/geography/about/staff/fe1y09.page">Felix Eigenbrod</a>, ecologista da Universidade de Southampton, no Reino Unido, que esteve envolvido num estudo recente.</p>
<p>À medida que aumenta a pressão para reduzir a zero a emissão de gases com efeito estufa até meados do século, evitando os piores efeitos das alterações climáticas, segundo a Agência Internacional de Energia, a quantidade de infraestruturas de energia renovável necessárias para atingir o objetivo é impressionante. Comparado com 2020 – ano-recorde em novas instalações eólicas e solares – pode quadruplicar a nova capacidade anual, o equivalente a construir a maior instalação solar atual todos os dias.</p>
<p>Que a extração de combustíveis fósseis afeta a paisagem é fácil de perceber, por exemplo, pela devastação causada pela mineração de petróleo de areias encharcadas em alcatrão no Norte do Canadá, mas tem a vantagem de produzir energia de forma muito mais concentrada. Carvão e gás podem gerar até 2.000 watts de energia para cada metro quadrado de terra, enquanto as energias renováveis ​​atingem apenas uma fração deste valor – cerca de 10 watts por metro quadrado para energia solar concentrada, onde os painéis focam a luz num recipiente de alta temperatura fluido.</p>
<p>Os cientistas alertaram para o facto de a corrida às energias renováveis ​​poder pôr em risco o habitat vital, embora ainda não se saiba ao certo como, porque depende de onde os parques solares e eólicos forem construídos. Para ter uma visão mais clara do que reserva o futuro, Felix Eigenbrod e outros investigadores tentaram construir um modelo informático com âmbito sobre grande parte do planeta, criando uma base de dados com 24.600 locais de energia eólica e solar existentes em 153 países (no solo). Esses dados foram usados para prever a localização de futuros projetos de energia tendo por base as características das atuais instalações, comparando-os com mapas de áreas protegidas existentes e de locais prioritários para proteção futura.</p>
<p>Segundo os resultados obtidos, ​​nas próximas décadas muitas zonas do mundo não teriam um aumento de conflitos entre habitats a proteger e novas infraestruturas de energias renováveis, afirmaram os cientistas no <a href="https://www.pnas.org/"><em>Proceedings of the National Academy of Sciences</em></a>, ao descobriram que, atualmente, aproximadamente 15% dos parques eólicos e solares se sobrepõem a importantes áreas de conservação. No futuro próximo, cerca 20 anos, a previsão dos investigadores identifica um número limitado de locais onde o habitat e a produção de energia renovável se sobrepõem, nomeadamente, na América do Norte, América do Sul, Sul da Ásia, Leste da Ásia e Rússia.</p>
<p><a href="https://ukerc.ac.uk/about/people/sebastian-dunnett/">Sebastian Dunnett</a>, que liderou a pesquisa em Southampton, afirmou que os resultados são “realmente encorajadores para enfrentar a emergência ecológica”. “Se pudermos expandir a implementação de uma parte importante da solução climática – energia eólica e solar – sem prejudicar os esforços de conservação da biodiversidade, este será um grande passo na direção certa.”</p>
<p>No entanto nem tudo é positivo. O Médio Oriente, o Centro e o Norte da Europa destacaram-se por terem um potencial de conflito (preservação do habitat+produção eólica e solar) acima da média. O estudo não incluiu a América Central, Austrália, o Sudeste da Ásia nem África porque a baixa densidade de projetos renováveis ​​dificultava a elaboração do modelo. Como os autores observam no artigo, “o cuidadoso estabelecimento de zonas do uso da terra ainda é muito necessário”.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Discutir a Justiça Climática na sala de aula?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[EcosS]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Apr 2022 10:10:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ação e Justiça climática]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas, mais conhecido por IPCC — Intergovernmental Panel on Climate Change, é uma organização político-científica criada em 1988, no âmbito das Nações Unidas, por iniciativa [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas, mais conhecido por <a href="https://www.ipcc.ch/">IPCC — Intergovernmental Panel on Climate Change,</a> é uma organização político-científica criada em 1988, no âmbito das Nações Unidas, por iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e da Organização Meteorológica Mundial. Nos dois últimos relatórios desta organização foi realçado o papel da ação humana na intensificação do aquecimento global do planeta e das consequências que já se fazem sentir por todo o lado.</p>
<p>No entanto, definitivamente, as populações não sofrem os impactos de forma equitativa, e dependendo de fatores como a localização geográfica e indicadores socioeconómicos, entre outros, é necessário trazer ao debate conceitos como “injustiça climática” e “racismo ambiental”, pois as <strong>populações mais vulneráveis e oprimidas são as mais afetadas, sendo igualmente as que menos contribuíram com o problema e as que têm menor representatividade na discussão de soluções e políticas públicas.</strong></p>
<p>Cresce aos poucos junto dos meios de comunicação, da comunidade cientifica e até na última <a href="https://ukcop26.org/">COP</a> realizada em Glasgow, a necessidade de destacarmos estas designações e uma forma de inseri-las e torna-las abrangentes é contar com a “escola”, como aliada, pois alunos e professores são fundamentais no combate e no apelo à ação climática,  acompanhando e inserindo o debate nas suas atividades, projetos e ações escolares.</p>
<p>Dependente sempre do contexto e faixa etária da sala de aula, é possível promover-se trabalhos práticos de sensibilização e consciencialização sobre o tema da justiça climática na escola.</p>
<h3><strong>Como fazê-lo?</strong></h3>
<blockquote><p><strong>O ideal era formar os professores, dando-lhe acesso a informação e meios&#8230;</strong></p></blockquote>
<h3><strong>Estudar, conversar e trabalhar em grupo sobre o tema</strong></h3>
<p>É essencial investigar e trocar ideias com outros professores sobre o assunto. Proponha grupos de estudos, leitura de livros e artigos, sessões de diálogo e convide um especialista para conversar com o grupo, por exemplo através de associações ambientalistas locais ou de âmbito nacional.</p>
<h3><strong>Conhecer e apresentar outras lideranças climáticas, dando-lhes a conhecer outras histórias</strong></h3>
<p>Os jovens e as crianças precisam de conhecer e de ter outras referências além da Greta Thunberg. Líderes pretos, asiáticos, indígenas etc., e breves resumos históricos ajudam a consolidar o conhecimento e a representatividade nos grupos escolares.</p>
<p>Partilhar histórias de comunidades e pessoas cujas vidas sofreram com os impactos da ação climática, com nomes e rostos sensibiliza e cria mais empatia.</p>
<h3><strong>Fotografias e Vídeos </strong></h3>
<p>A analise de imagens e vídeos promove o debate e sensibiliza, dando lugar a diferentes interpretações e pontos de vista. Observar fotos de eventos climáticos extremos ou até de bairros em extremas condições de poluição e pobreza, ajuda a promover reflexões sobre o que tais comunidades têm em comum.</p>
<h3><strong>Jogos e dramatização de papéis</strong></h3>
<p>Atribuir papéis representando comunidades e/ou países numa mesa de negociações com os povos da Terra, pode ser uma atividade rica para o debate sobre justiça climática. Por exemplo: Como seria estar numa futura COP 27 como representante de uma ilha do Pacífico que pode desaparecer do mapa com o aumento do nível das águas/dos oceanos?</p>
<h3><strong>Dar a conhecer movimentos e grupos, nacionais e internacionais</strong></h3>
<p>Fornecer <em>links</em> de <em>sites</em> e de páginas nas redes sociais que estimulem os alunos a se ligarem a grupos e comunidades em que se discuta e lute por justiça climática, pode ser também um caminho para o envolvimento dos alunos.</p>
<p>Dadas as condições do ensino em Portugal, tratar este tema poderá ser complexo numa sala de aula, mas não se pode falar de ambiente sem trazer a discussão a justiça social e o fim das desigualdades e opressões. Afinal, tal como disse <a href="https://www.context.org/about/who-we-are/robert-gilman/">Robert Gilman</a>*, “não há problemas ambientais, há apenas sintomas ambientais de problemas humanos”.</p>
<h5>*Robert C. Gilman é um pioneiro em sustentabilidade, destacando-se a sua pesquisa sobre o movimento de <em>ecovilas</em>, isto é, pequenas comunidades autossuficientes que vivem no e para o meio natural. Crescem sobretudo em áreas rurais cujos habitantes constroem sociedades baseadas na cooperação, no autoconsumo, nas energias renováveis e nos materiais ecológicos. Estima-se que existam cerca de 10.000 em todo o planeta.</h5>
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		<title>Energia nuclear é a solução para zero emissões de carbono?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[EcosS]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Mar 2022 16:52:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ação e Justiça climática]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A transição de combustíveis fósseis para energias renováveis ​​será um processo longo e doloroso. Apesar de o custo da energia eólica e solar ter caído substancialmente na última década, tornando [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A transição de combustíveis fósseis para energias renováveis ​​será um processo longo e doloroso. Apesar de o custo da energia eólica e solar ter caído substancialmente na última década, tornando as tecnologias acessíveis em todo o mundo, a variabilidade da energia eólica e solar continua a ser um problema. À medida que a procura de eletricidade e os regulamentos de emissões aumentam, os especialistas esperam que aquele tipo de instalações continue a aumentar e os custos a diminuir.</p>
<p>Para obter eletricidade hoje a custos que os cidadãos possam pagar, as fontes renováveis ​​precisam de ser apoiadas por gás natural. Além disso, mesmo com a energia solar e eólica em ascensão, estas fontes de energia renovável podem não ser suficientes para reduzir as emissões em mais de 80%.</p>
<p>A energia nuclear pode ser a chave para atingir os restantes 10 a 20% que faltam para um mundo com zero emissões, afirmam investigadores da <a href="https://carnegiescience.edu/">Carnegie Institution for Science</a> num estudo recente. “Se tivéssemos de eliminar completamente as emissões de dióxido de carbono hoje, comprando tecnologias aos custos atuais, a energia nuclear teria um papel importante na construção de um sistema com o menor custo”, defende Ken Caldeira, um dos investigadores autores do estudo publicado na <a href="https://www.nature.com/nenergy/"><em>Nature Energy</em></a>.</p>
<p><span class="VIiyi" lang="pt"><span class="JLqJ4b" data-language-for-alternatives="pt" data-language-to-translate-into="en" data-phrase-index="0" data-number-of-phrases="1"><span class="Q4iAWc">Para avaliar a possibilidade de a energia nuclear suprir essa necessidade, Duan e Caldeira, juntamente com Robert Petroski, da <a href="https://www.terrapower.com/">TerraPower LLC</a>, e Lowell Wood, da Gates Ventures LLC, investigaram os recursos eólicos e solares de 42 países, usando as informações obtidas na avaliação da possibilidade de a energia nuclear substituir o gás natural como fonte de energia de reserva, como acontece atualmente. </span></span></span></p>
<p><span class="VIiyi" lang="pt"><span class="JLqJ4b" data-language-for-alternatives="pt" data-language-to-translate-into="en" data-phrase-index="0" data-number-of-phrases="1"><span class="Q4iAWc">Neste trabalho identificaram países que beneficiariam da exploração da energia nuclear, como opção para a produção de energia, e descobriram alguns, como os EUA, com as condições geográficas e climáticas certas para gerar ampla energia eólica, onde a energia nuclear não seria implantada até ser necessária para ultrapassar os últimos obstáculos à descarbonização. Contudo, em países com recursos eólicos mais pobres, o uso estratégico da energia nuclear pode permitir uma transição mais rápida.</span></span></span></p>
<p>Os investigadores constataram ainda que, aos preços atuais, a energia nuclear é o caminho mais económico para eliminar completamente as emissões de carbono relacionadas com a produção de eletricidade em praticamente todo o mundo. Mas se as baterias ou outras tecnologias de armazenamento de energia se tornarem acessíveis, a energia eólica e solar poderá ser uma maneira menos dispendiosa de realizar uma rede elétrica livre de emissões.</p>
<p>“Se considerarmos uma ampla gama de mecanismos para fazer face aos desafios climáticos e energéticos, é mais provável que tenhamos sucesso a enfrentá-los”, diz Caldeira. “Não defendo a energia nuclear, mas que se considere seriamente a energia nuclear para decidir como lidar com os desafios que a sociedade hoje enfrenta.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Será que vamos debater a energia nuclear de novo?</p>
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		<title>À medida que o clima muda&#8230; (Faça o Quiz)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[EcosS]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Feb 2022 20:13:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ação e Justiça climática]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A ação climática requer além de consciencialização uma conexão emocional. A sensibilidade para o tema começa quando as pessoas se preocupam com algo que está ameaçado pelas alterações climáticas e esse “algo” pode ser um qualquer lugar icónico do planeta, como por exemplo a Grande Barreira de Corais na Austrália, podendo inspirar preocupação com as alterações climáticas, mesmo entre aqueles que nunca visitaram ou nunca irão visitar este recife!</p>
<p>No entanto também existem armadilhas no caminho para a ação climática que atrasam este processo de ganho de empatia e interesse pelo planeta e pelo bem comum.  É o caso das normas ditas sociais, onde a tendência de acompanhar o que outros estão fazendo pode ser uma barreira para as mudanças comportamentais necessárias para reduzir as emissões.</p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-3585 alignleft" src="https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/02/ehimetalor-akhere-unuabona-ROW-lbj55VU-unsplash-240x300.jpg" alt="" width="240" height="300" srcset="https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/02/ehimetalor-akhere-unuabona-ROW-lbj55VU-unsplash-240x300.jpg 240w, https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/02/ehimetalor-akhere-unuabona-ROW-lbj55VU-unsplash-819x1024.jpg 819w, https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/02/ehimetalor-akhere-unuabona-ROW-lbj55VU-unsplash-768x960.jpg 768w, https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/02/ehimetalor-akhere-unuabona-ROW-lbj55VU-unsplash-1229x1536.jpg 1229w, https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/02/ehimetalor-akhere-unuabona-ROW-lbj55VU-unsplash-1638x2048.jpg 1638w, https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/02/ehimetalor-akhere-unuabona-ROW-lbj55VU-unsplash-scaled.jpg 2048w" sizes="(max-width: 240px) 100vw, 240px" />Aquelas pequenas ações para reduzir as pegadas de carbono pessoais – como, por exemplo, desligar as luzes durante o dia – podem fazer com que as pessoas superestimem o progresso que está sendo feito e adiem o apoio à ação climática.</p>
<p>Perguntar onde estamos no caminho da negação do clima para uma ação efetiva contra as alterações climáticas requer definir exatamente quem queremos dizer com “nós”.</p>
<p>Muitos estudos de psicologia climática são desenvolvidos nos Estados Unidos, onde a polarização política – os conservadores que na sua maioria duvidam das alterações climáticas e se opõem à ação climática, enquanto que os liberais aceitam a ciência climática e apoiam ações para reduzir as emissões de carbono – é particularmente aguda.</p>
<p>Alguns desses estudos sugerem que, na verdade, pode haver um terreno comum em todo o espectro ideológico. Uma pesquisa revelou que tanto liberais quanto conservadores querem um sistema de energia descarbonizado em 2050, com mais energia solar e eólica e menos dependência de carvão, petróleo e gás natural&#8230;diferem apenas na visão de como lá chegar!</p>
<p>Outro estudo mostrou que o <em>Green New Deal</em>, um conjunto abrangente de políticas para descarbonizar a economia americana e promover empregos verdes, teve apoio bipartidário quando foi introduzido pela primeira vez no final de 2018.  O que mudou a opinião dos conservadores sobre o Green New Deal foi a comunicação social – nomeadamente de direita como a Fox News.</p>
<p>Uma visão global da cobertura dos media sobre alterações climáticas mostrou que, embora a cobertura varie de país para país, o melhor indicador de como as histórias são enquadradas foi a riqueza de um país.</p>
<p>Isto é, a cobertura e o destaque dado às alterações climáticas nos países mais ricos tende a se concentrar na ciência e na política interna, enquanto que a cobertura em países com menos recursos é dominada pelas relações internacionais e desastres relacionados com o clima.</p>
<p><strong>O que é comum entre os países, no entanto, é a falta de histórias sobre as possibilidades de melhorar a vida das pessoas e ao mesmo tempo abordar as alterações climáticas – uma oportunidade perdida, talvez, de promover o tipo de esperança construtiva que leva à ação climática. </strong></p>
<p>Muitos cientistas e comunicadores sobre alterações climáticas recentemente transmitiram uma mensagem que resume o estado das coisas a apenas 12 palavras:</p>
<p><strong>&#8211; “Está aquecendo. Somos nós. Temos a certeza. É mau. Podemos reparar isto.” </strong></p>
<p>É uma fórmula clara e simples e também evocativa: cinco estágios de compreensão das alterações climáticas que refletem os cinco estágios do luto.</p>
<p>E isso levanta a questão:</p>
<p>&#8211; Onde estão os vários setores do público nesse caminho? Até que ponto a opinião mudou da negação da mudança climática para a aceitação e, em última análise, a ação?</p>
<p>Uma pesquisa na Alemanha, com 509 adultos revelou que o público tem uma compreensão bastante adequada do básico. As pessoas sabem que o clima está mudando e que as atividades humanas são responsáveis, mas há muita mais dificuldade em identificar declarações falsas sobre alterações climáticas do que as verdadeiras.</p>
<p>Por exemplo:</p>
<p>&#8211;  84% da amostra identificou corretamente que a afirmação <strong>“o aumento dos gases de efeito estufa é causado principalmente por atividades humanas”</strong> é verdadeira;</p>
<p>&#8211; Apenas 54% reconheceram que a afirmação de que “<strong>a década de 1990 foi a década mais quente dos últimos 100 anos</strong>” é falsa.</p>
<p>Esta dificuldade em identificar as declarações falsas torna-se preocupante porque aqueles que desejam semear dúvidas sobre as alterações climáticas tendem a transmitir a desinformação com absoluta confiança e convicção.</p>
<p>No entanto, pode haver uma maneira de contornar estas falsas certezas. Um experimento psicológico online sugeriu que, quando as pessoas são informadas sobre os tipos de falsos argumentos usados ​​pelos negadores da mudança climática, é menos provável que acreditem nesses argumentos quando os encontram nas redes sociais e na Internet.</p>
<p>Então esta estratégia de comunicação poderá funcionar como uma espécie de “vacina” contra a negação do clima.</p>
<p>Muitos psicólogos, investigadores na área da ação climática, tentaram remover as camadas de circunstância e motivação para entender o que impele as pessoas a agir. Alguns defensores do clima argumentaram que é mais eficaz assustar as pessoas para que tomem posição de combate às alterações climáticas; outros argumentam que isso apenas paralisa as pessoas com medo e que as mensagens deveriam enfatizar a esperança.</p>
<p>A evidência científica sugere que a abordagem mais construtiva é subtil, e nos diferentes estudos realizados, um dos resultados interessantes é que as pessoas mais propensas a apoiar as políticas climáticas e expressar vontade de agir por conta própria eram aquelas que acreditavam que podemos parar as alterações climáticas – embora conscientes de que ainda não estamos fazendo o suficiente e podemos falhar.</p>
<p>Ou seja, <strong>tanto a esperança quanto o medo são necessários.</strong></p>
<p>Outro estudo sugeriu que a ação climática reflete uma estratégia psicológica de confronto que ajuda as pessoas a lidar com as suas preocupações ambientais – a ação é uma forma de esperança, um baluarte contra o medo!</p>
<p>Se já refletiu, qual lhe parece ser a melhor estratégia? Medo ou Esperança?</p>
<p>Já agora, faça o quiz e saiba se é um bom poligrafo!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="h5p-iframe-wrapper"><iframe id="h5p-iframe-2" class="h5p-iframe" data-content-id="2" style="height:1px" src="about:blank" frameBorder="0" scrolling="no" title="Verifique se o seu polígrafo sobre ação climática funciona corretamente"></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Emissões de CO2 transformadas em carbono sólido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[EcosS]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Feb 2022 18:10:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ação e Justiça climática]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Investigadores australianos descobriram recentemente uma forma de converter dióxido de carbono em carbono sólido, que posteriormente pode ser transformado noutros produtos ou armazenado em segurança. A técnica oferece uma maneira [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Investigadores australianos descobriram recentemente uma forma de converter dióxido de carbono em carbono sólido, que posteriormente pode ser transformado noutros produtos ou armazenado em segurança. A técnica oferece uma maneira inovadora de lidar com as emissões das indústrias pesadas como siderurgia, cimenteira entre outras.</p>
<p>Mesmo com o crescimento ao nível mundial da produção de energia renovável, a dependência de combustíveis fósseis, emissores de carbono, continuará provavelmente por mais algumas décadas. Além disso, a química intrínseca de certos processos industriais, como os usados ​​na fabricação de cimento, também cria emissões elevadas de dióxido de carbono, dificultando a descarbonização dessas indústrias.</p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-3592 alignright" src="https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/02/veeterzy-UwBrS-qRMHo-unsplash-300x188.jpg" alt="" width="300" height="188" srcset="https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/02/veeterzy-UwBrS-qRMHo-unsplash-300x188.jpg 300w, https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/02/veeterzy-UwBrS-qRMHo-unsplash-1024x640.jpg 1024w, https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/02/veeterzy-UwBrS-qRMHo-unsplash-768x480.jpg 768w, https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/02/veeterzy-UwBrS-qRMHo-unsplash-1536x960.jpg 1536w, https://e-magazine.online/wp-content/uploads/2022/02/veeterzy-UwBrS-qRMHo-unsplash.jpg 2000w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />Vários projetos comerciais de captura de carbono estão em curso em todo o mundo, a par de projetos de demonstração da sua viabilidade, mas a grande maioria depende da injeção do dióxido de carbono capturado no subsolo em formações geológicas e sujeito a vazamentos.</p>
<p>Para transformar o dióxido de carbono em sólido, em vez de o recolher do subsolo como gás ou líquido, o novo método baseia-se numa reação química entre este gás com efeito de estufa e uma liga metálica que permanece líquida à temperatura ambiente. É uma reação em que o metal líquido num tubo é aquecido até 100 °C ou 120 °C onde é injetado dióxido de carbono. À medida que o gás reage, em segundos, divide-se em carbono e oxigénio, formando flocos de carbono preto.</p>
<p>O oxigénio reage com o metal para formar óxido metálico, que pode ser regenerado em metal líquido para reutilização. O processo consome muita energia, mas faz sentido tendo em conta que esta técnica é adaptável para aplicação industrial em larga escala.</p>
<p>Além disso, esta técnica usa metais relativamente comuns na crosta terrestre e pode ser um investimento atraente para as indústrias gerando carbono útil.</p>
<p>Segundo os autores o “carbono sólido é um produto valioso por ter muitas aplicações. Considerando as grandes quantidades que esperamos produzir, estamos a tentar integrar o carbono em materiais de construção. Também poderá servir como ponto de partida para a sintetização de uma ampla gama de produtos químicos.”</p>
<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://e-magazine.online/emissoes-de-co2-transformadas-em-carbono-solido/">Emissões de CO2 transformadas em carbono sólido</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://e-magazine.online">Ecossustentável Magazine</a>.</p>
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