A ilha da Madeira com as suas paisagens de sonho, montanhas escarpadas, vulcões adormecidos, praias rochosas, boa comida e gente simpática é um paraíso e não estranhamos que seja apresentada como a “pérola do atlântico”!
Um dos tesouros mais especiais e únicos da Madeira é a floresta de Laurissilva, um verdadeiro bosque encantado, onde a qualquer momento esperamos encontrar elfos, fadas e até um ou outro hobbit!
Conhecida pela sua beleza e pela importância ecológica, localizada na parte ocidental da ilha, a Vereda do Fanal está classificada como Património Mundial Natural pela UNESCO, desde dezembro de 1999, integrando da Rede Europeia de Sítios de lmportância Comunitária – Rede Natura 2000.
Acredite ou não, entre há 66 e 23 milhões de anos, grande parte do Sul da Europa era coberto por uma floresta com características subtropicais, húmida, cuja origem remonta ao Terciário, mas as últimas glaciações levaram ao seu desaparecimento no continente europeu. Agora, este ecossistema só pode ser encontrado nos Açores, nas Canárias e na ilha da Madeira sendo neste caso o remanescente de um coberto florestal primitivo que resistiu a cinco séculos de intervenção humana.
A uma altitude que ultrapassa os 1.400 m em alguns pontos, a Vereda do Fanal é uma zona atingida frequentemente por nevoeiros, que contribuem para que a paisagem ganhe um ar sombrio e encantador, ao mesmo tempo. A Laurissilva madeirense ocupa uma mancha de 15.000 hectares (representando 20% do total da ilha), é constituída maioritariamente por loureiro (Laurus novocanariensis e Laurus azorica), vinhático ou loureiro-real (Persea indica), til (Ocotea foetens), e barbusano (Apollonias barbujana), apresentando uma grande diversidade e desenvolvimento no que respeita a líquenes e briófitos.
A Vereda do Fanal é especialmente notável pelos trilhos, que permitem aos visitantes ver de perto centenas de árvores repletas de história – algumas com 500 anos – ao longo de um percurso de 10,8 km ( cerca de 4 horas).
Graças às incríveis imagens do fotógrafo Albert Dros, (especialista em fotografia de paisagem), podemos explorar à distância esta floresta mágica, cuja beleza reside não só nos imponentes e centenários tis, mas também no convite silencioso ao relaxamento e à meditação.