Prosperidade & Economia Circular

Quando se fala de dieta tendemos a associar a emagrecimento, à ingestão de baixas quantidades de calorias e a uma seleção rigorosa de alimentos a consumir, em que não entram coisas como manteiga, massa, molhos ou batatas fritas. A Dieta Mediterrânea não é nada disso! É uma forma de vida, um lifestyle em harmonia com o corpo, com os nossos semelhantes, e, acima de tudo, numa boa relação com a natureza.

Foi em 2010 que Food and Agriculture Organization (FAO), das Nações Unidas, apresentou o conceito de dietas sustentáveis e considerou a Dieta Mediterrânica “amiga do ambiente”, resiliente às alterações climáticas e um bom exemplo de dieta sustentável.

No mesmo ano foi considerada, pela UNESCO, Património Imaterial da Humanidade enquanto estilo de vida, embora não exista uma única dieta mediterrânica, mas numerosas variações adaptadas à cultura dos países da bacia do Mediterrâneo.

Os portugueses estão sempre à mesa

Em Portugal, quando nos sentamos à mesa não o fazemos apenas para comer mas para comer juntos. Nesta atividade de sustento básico, mas muito social, temos particularidades interessantes que vale a pena sublinhar:

  • FRUGALIDADE E COZINHA SIMPLES com base em preparados que protegem os nutrientes, como as sopas, os cozidos, os ensopados e as caldeiradas;
  • ELEVADO CONSUMO DE PRODUTOS VEGETAIS, EM DETRIMENTO DO CONSUMO DE ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL, especialmente produtos hortícolas, fruta, pão de qualidade e cereais pouco refinados, leguminosas secas e frescas, frutos secos e oleaginosas;
  • CONSUMO DE PRODUTOS VEGETAIS PRODUZIDOS LOCALMENTE, FRESCOS E DA ÉPOCA;
  • RECURSO AO AZEITE como principal fonte de gordura;
  • INGESTÃO MODERADA DE LATICÍNIOS;
  • UTILIZAÇÃO DE ERVAS AROMÁTICAS para temperar substituindo o sal;
  • CONSUMO FREQUENTE DE PESCADO e mais raro de carnes vermelhas;
  • BAIXO A MODERADO CONSUMO DE VINHO e só às refeições principais;
  • ÁGUA COMO PRINCIPAL BEBIDA ao longo do dia;
  • CONVÍVIO À VOLTA DA MESA.

Estas características promovem a sustentabilidade e têm um impacto ambiental reduzido, maioritariamente pelo maior consumo de produtos de origem vegetal, por comparação com padrões alimentares como a dieta ocidental. Embora haja uma aproximação à dieta de estilo ocidental, impulsionada pela globalização da produção e do consumo alimentar, com efeitos adversos de excesso de peso e obesidade, entre outros, por cá ainda mantemos boa parte da Dieta Mediterrânica, recorrendo essencialmente a alimentos de origem vegetal, azeite, quantidades moderadas de peixe, ovos e laticínios, consumindo vinho tinto às principais refeições.

Descubra mais no site do Programa Nacional para a Alimentação Saudável (PNPAS) da DGS.

 

biodiversidade & ambiente
Rinoceronte-negro em vias de extinção
O rinoceronte-negro Kyiv homenageia a resistência ucraniana

Rinoceronte-negro contraria a extinção

Um jardim zoológico checo assistiu ao nascimento de um bebé rinoceronte-negro oriental (Dicercs bicornis longipes) e decidiu batizá-lo como Kyiv, nome original da capital da Ucrânia, em homenagem à resistência daquele país à invasão das forças russas.

O pequeno macho nasceu no início de março no Dvur Kralove Zoo. Segundo o diretor daquele espaço, citado pela Associated Press, o “nome é uma forma de expressar apoio aos ucranianos”.

Apesar do nome, apresenta uma coloração cinzento-acastanhada

A mãe de Kyiv, Eva, cuida da sua cria da melhor maneira possível, segundo informações do zoo, estando o bebé a ganhar um quilo por dia e pesando já cerca de 50 kg.

O Dvur Kralove Zoo tem 14 exemplares desta espécie, havendo apenas três outros rinocerontes deste tipo nascidos em jardins zoológicos em todo o mundo, durante 2021.

Segundo o site The Sixth Extinction esta espécie de rinoceronte – nativa do Leste, Sul e Centro da África, nomeadamente no Quénia, Tanzânia, Camarões, África do Sul, Namíbia, Zimbabwe e Angola –  não é avistada desde 2006. Pelos registos da União Internacional para a Conservação da Natureza a subespécie do rinoceronte-negro está classificada como extinta (na natureza) desde 2011.


Alimentos & Agricultura

Alterações Climáticas & CO2

10 passos rumo à sustentabilidade

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Artes & Cultura
Ser sustentável e ecológico é a moda a seguir

10 passos rumo à sustentabilidade

Ser sustentável e ecológico, além de ser a frase da moda, deve ser um comportamento a adotar por todos e a ensinar aos mais novos.

Mas será que todos podemos e conseguimos fazer isto?

É preciso comprar menos, aproveitar ao máximo o que já se tem e tentar reaproveitar coisas que, de outra forma, se deitariam fora. Leve almoço para o trabalho, para a escola, etc., evitando comprar alimentos previamente embalados ou com embalagem descartável.

Porque nem sempre é fácil saber por onde começar, deixamos-lhe 10 propostas para o ajudar a mudar o seu comportamento.

1. Compre menos laticínios

A produção de produtos lácteos para o consumo humano na sociedade atual resulta da exploração agropecuária intensiva cuja emissão de gases com efeito de estufa é significativa. Ao diminuirmos o consumo destes produtos estamos, indiretamente, a reduzir a emissão daqueles gases.

Se não é fácil retirar estes alimentos da nossa dieta – não podemos negar a facilidade de transportar um iogurte ou um pacote de leite achocolatado para beber durante o recreio na escola –, também não podemos abandonar a tradição nacional de produção queijeira, da serra da Estrela aos Açores, sem esquecer o Alentejo e a região saloia. O que podemos começar por fazer, no sentido da mudança de comportamentos, pode passar por reduzir o consumo diário destes alimentos.

2. Prefira alimentos de produção local

É fácil dizer, mas menos conseguir fazê-lo, principalmente a quem vive nas grandes cidades, longe das zonas produtoras e fornecidas essencialmente por grandes empresas grossistas de distribuição de alimentos, como as cadeias de supermercados.

Alternativamente, optar por apoiar o comércio local pode ser um começo. Na maioria dos casos, a pegada de carbono dos produtos vendidos nestes espaços é significativamente menor e o comércio local tende a usar menos plástico do que as grandes superfícies. Além disso, se dá importância à origem de seus alimentos, é muito mais fácil saber junto das empresas locais onde pequenos produtores que façam venda direta.

Não tenha medo de fazer perguntas e pesquisar.

3. Opte por produtos com menores pegadas de carbono

A pegada de carbono é definida como o total de emissões necessárias para produzir determinados bens e serviços. Nesta definição incluem-se também as emissões diretas, como as que resultam da combustão de combustíveis fósseis na fabricação, aquecimento e transporte.

Uma das formas de diminuir esta pegada é comprar alimentos nacionais, evitando os importados e normalmente transportados de avião (uma grande fonte de emissões de gases com efeito de estufa), e a granel rejeitando os embalados. Há cada vez mais lojas onde é possível comprar a granel cereais e leguminosas, que se podem transportar em embalagens que se levam de casa.

Quanto aos produtos exóticos, oriundos de paragens distantes, evite consumi-los diariamente e faça-o apenas em datas especiais.

4. Evitar o desperdício de alimentos

O desperdício de alimentos não deve ser evitado apenas porque há ainda populações no mundo com graves carências alimentares, mas porque ao deitar fora alimentos se está a desperdiçar toda a energia e as matérias-primas usadas na sua produção.

Se sobrou carne do assado de domingo, guarde os restos e faça um empadão um dia destes. Cozinhou para 10 pessoas e só jantaram 4: congele o que sobrou e terá o trabalho facilitado durante a semana.

5. Produza menos lixo e deite menos fora

Fazer menos lixo é fácil se substituir os itens descartáveis por outros duradouros. Evite os guardanapos de papel e substitua-os pelos de pano que tem guardados e nunca usa. Deixe de recorrer a papel de cozinha substituindo-os pelos tradicionais panos de cozinha, pois são laváveis e pode usá-los vezes sem conta. À refeição não se esqueça de preferir copos e garrafas vidro em vez dos de plástico. A sua mesa até vai ficar mais elegante.

6. Recicle e reutilize, promovendo o uso de roupa em segunda mão

As lojas de roupa em segunda mão estão hoje por toda a parte, mas se não gosta de usar roupa que outras pessoas vestiram não se preocupe. Procure no seu armário aquelas peças que já não se usam ou que deixaram de lhe servir quando fez dieta e converta-as em novas peças.

Se tem miúdos pode usar a roupa dos mais velhos ou trocá-la com algum familiar.

7. Evite secar a roupa na máquina

Quem tem miúdos tem o drama da roupa que no inverno pode ser especialmente trabalhoso. As lojas com máquinas de lavar e secar automáticas são uma grande tentação quando a roupa se acumula e não há sol para a secar, mas esse tempo já lá vai. Com a primavera em pleno e o sol a brilhar no céu, use o estendal e dê descanso à máquina de secar, vai ver a diferença na conta da eletricidade.

8. Isole a sua casa e diminua o consumo energético

A maioria das casas em Portugal são quentes no verão e frias no inverno e grande parte do consumo de eletricidade tem a ver com o aquecimento.

Isolar a casa começa por vedar portas e janelas e não por construir com materiais reciclados. Recorrendo a rolos feitos em casa ou a materiais à venda em lojas da especialidade, como fitas isoladoras e rolos vedantes para poderá impedir a entrada do ar frio.

No verão o cuidado já não é para evitar o frio, mas para impedir que o calor lhe invada a casa e o faça ligar o ar condicionado. Para isso, durante o dia e nas horas de maior calor, mantenha os estores corridos e a casa escura, abrindo só quando cair o dia e a temperatura baixar.

Os frigoríficos e as arcas também devem ser inspecionados regularmente. As borrachas em bom estado evitam desperdícios de energia, em geral. No verão evite abrir desnecessariamente o frigorífico e certifique-se de que o equipamento está numa zona protegida do sol, o que o obrigará a gastar mais energia para manter a mesma temperatura de conservação.

Por último, certifique-se igualmente de desligar a fonte de alimentação de aparelhos controlados por controlo remoto, como televisões, leitores de DVD, etc., não deixe acesa a iluminação das divisões onde não está e, sempre que possível, use lâmpadas de baixo consumo.

9. Caminhe e ande de bicicleta em pequenas distâncias

Felizmente, ser frugal e amigo do ambiente muitas vezes andam juntos, especialmente no que diz respeito a viagens. Se para se deslocar tiver de caminhar meia hora, não hesite, vá a pé! Economiza algum dinheiro, pratica exercício e mantém-se ativo fazendo a sua parte pelo meio ambiente.

Muitas cidades já têm redes de partilha e de aluguer de bicicletas e trotinetas

Andar de bicicleta também é uma ótima maneira de se deslocar, especialmente quando a maioria das cidades já tem pistas para ciclistas.

10. Use os transportes públicos ou evite andar sozinho de carro

Unsplash

Nas ocasiões em que tiver mesmo de recorrer ao automóvel, aposte na partilha. Dividir despesas com mais um passageiro é o bastante para economizar em combustível e salvar os recursos do planeta.

Se quiser aumentar o desafio, aos fins de semana, feriados e férias escolha locais acessíveis por autocarro ou comboio e evite usar o avião…

Com o aquecimento global a acontecer muito mais depressa do que esperado, implementar algumas destas sugestões pode  fazer a diferença. Mesmo que seja apenas uma seleção das coisas que se encaixam melhor no seu estilo de vida!

Desperdícios & 3 R’s
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Ser sustentável e ecológico, além de ser a frase da moda, deve ser um comportamento a adotar por todos e a ensinar aos mais novos.

Mas será que todos podemos e conseguimos fazer isto?

É preciso comprar menos, aproveitar ao máximo o que já se tem e tentar reaproveitar coisas que, de outra forma, se deitariam fora. Leve almoço para o trabalho, para a escola, etc., evitando comprar alimentos previamente embalados ou com embalagem descartável.

Porque nem sempre é fácil saber por onde começar, deixamos-lhe 10 propostas para o ajudar a mudar o seu comportamento.

1. Compre menos laticínios

A produção de produtos lácteos para o consumo humano na sociedade atual resulta da exploração agropecuária intensiva cuja emissão de gases com efeito de estufa é significativa. Ao diminuirmos o consumo destes produtos estamos, indiretamente, a reduzir a emissão daqueles gases.

Se não é fácil retirar estes alimentos da nossa dieta – não podemos negar a facilidade de transportar um iogurte ou um pacote de leite achocolatado para beber durante o recreio na escola –, também não podemos abandonar a tradição nacional de produção queijeira, da serra da Estrela aos Açores, sem esquecer o Alentejo e a região saloia. O que podemos começar por fazer, no sentido da mudança de comportamentos, pode passar por reduzir o consumo diário destes alimentos.

2. Prefira alimentos de produção local

É fácil dizer, mas menos conseguir fazê-lo, principalmente a quem vive nas grandes cidades, longe das zonas produtoras e fornecidas essencialmente por grandes empresas grossistas de distribuição de alimentos, como as cadeias de supermercados.

Alternativamente, optar por apoiar o comércio local pode ser um começo. Na maioria dos casos, a pegada de carbono dos produtos vendidos nestes espaços é significativamente menor e o comércio local tende a usar menos plástico do que as grandes superfícies. Além disso, se dá importância à origem de seus alimentos, é muito mais fácil saber junto das empresas locais onde pequenos produtores que façam venda direta.

Não tenha medo de fazer perguntas e pesquisar.

3. Opte por produtos com menores pegadas de carbono

A pegada de carbono é definida como o total de emissões necessárias para produzir determinados bens e serviços. Nesta definição incluem-se também as emissões diretas, como as que resultam da combustão de combustíveis fósseis na fabricação, aquecimento e transporte.

Uma das formas de diminuir esta pegada é comprar alimentos nacionais, evitando os importados e normalmente transportados de avião (uma grande fonte de emissões de gases com efeito de estufa), e a granel rejeitando os embalados. Há cada vez mais lojas onde é possível comprar a granel cereais e leguminosas, que se podem transportar em embalagens que se levam de casa.

Quanto aos produtos exóticos, oriundos de paragens distantes, evite consumi-los diariamente e faça-o apenas em datas especiais.

4. Evitar o desperdício de alimentos

O desperdício de alimentos não deve ser evitado apenas porque há ainda populações no mundo com graves carências alimentares, mas porque ao deitar fora alimentos se está a desperdiçar toda a energia e as matérias-primas usadas na sua produção.

Se sobrou carne do assado de domingo, guarde os restos e faça um empadão um dia destes. Cozinhou para 10 pessoas e só jantaram 4: congele o que sobrou e terá o trabalho facilitado durante a semana.

5. Produza menos lixo e deite menos fora

Fazer menos lixo é fácil se substituir os itens descartáveis por outros duradouros. Evite os guardanapos de papel e substitua-os pelos de pano que tem guardados e nunca usa. Deixe de recorrer a papel de cozinha substituindo-os pelos tradicionais panos de cozinha, pois são laváveis e pode usá-los vezes sem conta. À refeição não se esqueça de preferir copos e garrafas vidro em vez dos de plástico. A sua mesa até vai ficar mais elegante.

6. Recicle e reutilize, promovendo o uso de roupa em segunda mão

As lojas de roupa em segunda mão estão hoje por toda a parte, mas se não gosta de usar roupa que outras pessoas vestiram não se preocupe. Procure no seu armário aquelas peças que já não se usam ou que deixaram de lhe servir quando fez dieta e converta-as em novas peças.

Se tem miúdos pode usar a roupa dos mais velhos ou trocá-la com algum familiar.

7. Evite secar a roupa na máquina

Quem tem miúdos tem o drama da roupa que no inverno pode ser especialmente trabalhoso. As lojas com máquinas de lavar e secar automáticas são uma grande tentação quando a roupa se acumula e não há sol para a secar, mas esse tempo já lá vai. Com a primavera em pleno e o sol a brilhar no céu, use o estendal e dê descanso à máquina de secar, vai ver a diferença na conta da eletricidade.

8. Isole a sua casa e diminua o consumo energético

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Os frigoríficos e as arcas também devem ser inspecionados regularmente. As borrachas em bom estado evitam desperdícios de energia, em geral. No verão evite abrir desnecessariamente o frigorífico e certifique-se de que o equipamento está numa zona protegida do sol, o que o obrigará a gastar mais energia para manter a mesma temperatura de conservação.

Por último, certifique-se igualmente de desligar a fonte de alimentação de aparelhos controlados por controlo remoto, como televisões, leitores de DVD, etc., não deixe acesa a iluminação das divisões onde não está e, sempre que possível, use lâmpadas de baixo consumo.

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Moda & Lazer
Sociedade Justa
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